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Maria Carolina Machado
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ūüďĚescritos e cartografias: #umap√°ginaumdia . ūüé≠ teatro: @teatrodoconcreto

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Maria Carolina Machado medias

Rela√ß√Ķes abstratas. Mudan√ßa. Composta. Mutabilidade. Inconst√Ęncia. Infixidez. Flutua√ß√£o. Vicissitude. Fervilhamento. #mimetismo . Desassossego. Volubilidade. Lua. Areia movedi√ßa. Arlequim. Roda da fortuna. #dicion√°rioanal√≥gico #umap√°ginaumdia

Mat√©ria Org√Ęnica. Luz. Percep√ß√£o da luz. Vis√£o. #Mirada. Visiva. Relance. Olhadura. Contempla√ß√£o. Introspec√ß√£o. Espionagem. Penetrante. Teatro. Belvedere. Olho nu. Escler√≥tica. Menina do olho. Aquilina. Lince. . . #dicion√°rioanal√≥gico #umap√°ginaumdia

Afei√ß√Ķes Pessoais. Extr√≠nsecas. Insol√™ncia. Sobranceira. Contum√©lia. Rompante. Desenvoltura. Intimativa. Arrebito. #emp√°fia .Atrevimento. Liberdade. Caradurismo. Pessoa de bico revolto. Coragem. . #dicion√°rioanal√≥gico #umap√°ginaumdia

. . . √Āgua Enchente na casa A voz de uma mulher Velha Diz Empurre a √°gua pra fora Na rua √Āgua cristalina Crian√ßas sobem nas √°rvores Uma parreira acima Da rua N√£o passa sol Uma menina Jorra Pela rua √Āgua barrenta Respinga em mim Acena uma desculpa Penso ser um bom sinal . . . Composi√ß√£o de territ√≥rios sempre onde houver afeto. Sigo em investiga√ß√£o! #umap√°ginaumdia por Maria Carolina Machado @mariacarolina7 . . #umap√°ginaumdia #apageaday #escrita #escritacriativa #textos #produ√ß√£oart√≠stica #Literatura #di√°rio #prosapo√©tica #afeto #narrativas #jornada #hist√≥rias #desejo #euescritora #euleitora #poesia #leiamulheres #mulheresquescrevem #sonhos #theheroinesjourney #literature #writer #womenwriters #book #prothography #cinema #instabook #cartografia #mem√≥rias

Estava quente, muito quente. Carteiras encavaladas. O retroprojetor n√£o funcionou, mas acompanhamos atentos as palavras faladas. A colega ao lado possu√≠a um ventilador port√°til que funcionava plugado ao celular. No momento de distra√ß√£o dela, coloquei meus dedos na frente do aparelho. O vento era forte e fresco. Demos um sorriso complacente uma para a outra. Conceitos como autobiografia, autofic√ß√£o ser√£o tratados, mas o que importa s√£o as rela√ß√Ķes entre o eu e o outro. O outro, a cidade e eu. Tudo permeado pela mem√≥ria. O que √© demandado tamb√©m √© o meu querer e como ele dialoga com essa rela√ß√£o na disciplina. Estou na academia. Aluna especial do mestrado em Letras. At√© o fim do ano, devemos entregar tr√™s esbo√ßos de um artigo. O primeiro deles √© uma quest√£o-problema com hip√≥tese e uma esp√©cie de sum√°rio com o desenvolvimento de cada t√≥pico (√© desej√°vel uma lauda sobre cada um) para defender essa hip√≥tese. Bibliografia te√≥rica obrigat√≥ria deve estar inclu√≠da. Isso para daqui dez dias. Discutiremos obras liter√°rias em sala, e deve-se chegar ‚Äúlida‚ÄĚ da parte te√≥rica. Fiquei uns doze anos fora da academia. Mantive outras produ√ß√Ķes e frui√ß√Ķes. Inclusive, uma gesta√ß√£o, um parir e a cria√ß√£o de uma vida. E n√£o sei o que √© um Corpus. Levanto a m√£o: O que √© um Corpus? O desejo de saber me garante. Escuto um colega falar sobre Guimar√£es Rosa e a Po√©tica do Sert√£o; uma outra citar dez obras liter√°rias para falar sobre ditadura; as Meninas e a constru√ß√£o do sujeito mulher na sociedade; fanfics e bestsellers; inibi√ß√£o e compensa√ß√£o dentro da psicologia a partir de trechos de um roteiro de cinema autobiogr√°fico; memoriais de alunos egressos; a rela√ß√£o entre Don Quixote e A Paix√£o Segundo GH; viagens astrais e contos confeccionais dentro da fic√ß√£o cientifica. Teve muito, muito mais. A turma est√° com o limite de vagas excedido. Creio que quando comecei a entender o ‚Äúdequal√© ‚Äú desse Corpus, deixei meus ouvidos moucos para vasculhar meu pr√≥prio corpo. Pensei em selecionar algumas escritoras e analisar, dentro de seus processos criativos, o tanto de autobiogr√°fico que h√° em suas obras. Tava ali enxuto. (Continuo nos coment√°rios)

06:07

. . Mulher avestruz Cinquenta centavos para entrar no banheiro. Ela conta as moedas. Os √ļltimos dez centavos est√£o no fundo da bolsa. Suas tralhas caem no ch√£o. Escova, pasta de dente, grampos, notas amassadas, caneta, baton, foto 3x4, uma calcinha manchada. Deposita as moedas. Ela passa na catraca arrastando seus amontoados com os p√©s. E sai catando e sai derrubando mais miudezas. Entra na cabine da privada. Escora a porta. Larga a bolsa no ch√£o. Desfaz bot√Ķes, z√≠per, cinto, al√ßas, an√©is, fivelas. Lan√ßa camadas e mais camadas de roupas. Uma chuva de tecidos pelos ares. Algumas caem na pia, no ralo, outras nas portas e na haste da catraca. O len√ßo florido acomoda-se no vaso interditado vizinho e se junta aos montes de papel higi√™nico, fezes e co√°gulos de sangue. Ela est√° nua. Frequ√™ncias, sinapses, conex√Ķes, sele√ß√Ķes, restos. Ela pega a escova e cavouca os dentes da frente. Dentes do fundo. Alisa a l√≠ngua, as am√≠gdalas e adentra. Amolga a goela, os pulm√Ķes, cada vez mais fundo. O cora√ß√£o. As v√≠sceras. Cada vez mais funda. As entranhas, a buceta. A vagina profunda. Ela segue escovando l√°bios, tampa do vaso, assento e bordas. Ela se enfia no buraco. E segue por seus canos. . . Maria Carolina Machado @mariacarolina7 . umapaginaumdia.com.br #umap√°ginaumdia #apageaday #escrita #escritacriativa #textos #produ√ß√£oart√≠stica #Literatura #di√°rio #prosapo√©tica #afeto #narrativas #jornada #hist√≥rias #desejo #euescritora #euleitora #poesia #leiamulheres #mulheresquescrevem #sonhos #theheroinesjourney #literature #writer #womenwriters #book #prothography #cinema #instabook #cartografia #memorias

Cedinho, cedinho... e t√° ali o sol nascente e o mar para energizar.

Abotoada . @latiendaa

Acabo de sair do banho. Na minha frente um espelho que vai de uma ponta a outra na parede. Cabelos molhados, torcidos e deixados sobre o ombro direito. O ritual √© sempre o mesmo. Rosto. Seios. Barriga. Capa feita com a toalha sobre as costas. Axila direita. Axila esquerda. Bra√ßo direito. Bra√ßo esquerdo. Vagina. Bunda. Perna esquerda. Perna direita. P√© esquerdo e espa√ßo entre os dedos. Pisar o tapete. P√© direito e espa√ßo entre os dedos. Pisar o tapete. J√° estou seca e a toalha dependurada. Come√ßo a passar o hidratante e sigo todo esse trajeto. Paro nos seios e os observo. De frente, de lado, do outro lado. Apalpo cada mama. Junto os seios, aperto e chacoalho. Est√£o mais tenros. Passo os bicos por entre os dedos. Fa√ßo treli√ßas. Escuto at√© o tilintar de um peda√ßo de pau que passa nas grades de ferro. √Č s√≥ a mem√≥ria de um som. Horas antes eu havia tirado um suspiro mel√≥dico no piano. Para quem n√£o sabe tocar, foi a primeira vez que os dedos dan√ßaram nas teclas. Tem coisa a√≠. Os bicos, mais el√°sticos, brincam nas roletas dos dedos. Dou pequenos belisc√Ķes na parte superior dos mamilos para v√™-los entumecer. E ainda restam gr√£os de areia da praia de Boa Viagem, a marca emba√ßada de uma sauda√ß√£o ao Sol. E ainda h√° o rastro de maresia no quarto, do corpo no vestido de linho azul, das √°guas derramadas no c√©u de Calcut√°, sleeping under the moonlight, cause you know, you know I‚Äôm blue. E ainda h√° o atropelo de um embarque sem documento. Revirei bolsas, frestas, e avessos de roupas. Ser√° que o mar de Recife levou minha identidade? Preciso dizer que o avi√£o aterrissou em Bras√≠lia e fui direto ver o espet√°culo do meu grupo de teatro, o @teatrodoconcreto Teatro do Concreto. A √ļltima vez que os vi em cena foi em 2016 e eu tamb√©m estava atuando com eles e com a Iara a tira colo. No desembarque, vi "Festa de Inaugura√ß√£o" e todo o registro vindo de uma origem e de um escombro. Preciso escrever um outro texto sobre isso, pegando como gancho uma das falas que se referia a entrar de cabe√ßa no buraco aberto durante o nosso casamento c√™nico, e que depois de muitos, muitos anos, isso precisava ser feito de corpo inteiro. (Continua nos coment√°rios)

Foram alguns anos distante da casa acad√™mica. Retorno. Muita poeira e tecidos sobre mesas e cadeiras. N√£o sei por onde come√ßar. Nunca soube. Varrer, passar um pano √ļmido, juntar os pap√©is ainda do √ļltimo encontro. Aquela mancha que nunca saiu. Fazer logo uma enxurrada com o balde d‚Äô√°gua. Abro a √ļltima janela. E fol√≠culos dan√ßam no ar pela rajada rarefeita de luz. Formam uma manta na escrivaninha de jacarand√°. Que objeto ornar√° o seu canto esquerdo? Que tatuagens farei nas linhas e bordas dos livros? Que palavras ser√£o carimbadas pelas teclas da Olivetti, que ainda s√≥ est√° no meu desejo? Sento. Sombreio os olhos com os dedos. Ter um sol particular. Ali, grudado ao peito e refletido pela tela do computador. Escrevo. A arruma√ß√£o ficar√° para depois. . (Maria Carolina Machado - aluna especial do mestrado de Letras -Literatura - UnB-disciplina Escritas de Si). . #umap√°ginaumdia #apageaday #escrita #escritacriativa #textos #produ√ß√£oart√≠stica #Literatura #di√°rio #prosapo√©tica #afeto #narrativas #jornada #hist√≥rias #desejo #euescritora #euleitora #contos #romance #poesia #leiamulheres #mulheresquescrevem #theheroinesjourney #literature #writer #womenwriters #book #prothography #instabook #cartografiaafetiva #cartografialiter√°ria

Cedinho, cedinho... e t√° ali o sol nascente e o mar para energizar.

‚ÄúOnde vivem os monstros‚ÄĚ - Maurice Sendak Um cl√°ssico infantil ganhador de v√°rios pr√™mios, traduzido para v√°rios idiomas e escolhido pelos dedinhos da Iara. Esse √© um dos livros da segunda leva que pegamos na Biblioteca P√ļblica Infantil da 104/304 sul. Estamos empolgadas com o acervo do lugar e com a experi√™ncia de admira√ß√£o, v√≠nculo e amor por livros que s√≥ uma biblioteca pode oferecer. Nossas leituras est√£o mais ricas! E da-lhe: ‚ÄúMam√£e, conta uma hist√≥ria!....‚ÄĚ #umap√°ginaumdia #literaturainfantil #biblioteca #ondevivemosmonstros #mauricesendak #amor #livros #iaraleitora #mam√£econtaumahist√≥ria ‚ÄĒ‚ÄĒ‚ÄĒ‚ÄĒ‚ÄĒ‚ÄĒ‚ÄĒ‚ÄĒ‚ÄĒ Cartografia afetiva sobre literatura. Composi√ß√£o de territ√≥rios sempre onde houver afeto. Sigo em investiga√ß√£o! #umap√°ginaumdia por Maria Carolina Machado @mariacarolina7

Vamos l√°, n√© gente? Nem sei no que vai dar... mas a lua cheia ta√≠ e eu quero √© me banhar! Depois posto o v√≠deo completo no IGTV. . PS: primeira e √ļnica lua cheia de julho.ūüėúūüĆĚ. . #umap√°ginaumdia #apageaday #escrita #escritacriativa #textos #produ√ß√£oart√≠stica #Literatura #di√°rio #afeto #narrativas #jornada #hist√≥rias #desejo #euescritora #euleitora #contos #leiamulheres #mulheresquescrevem #theheroinesjourney #literature #writer #womenwriters #book #bookstagram #prothography #vaicommedomesmo

ūüíôūüíôūüíô

Dois dias de viagem foram o suficiente para que os meus seios ficassem encharcados de leite √† ponto de vazar. Essa era uma situa√ß√£o rotineira nos primeiros seis meses de vida da Iara. Com o tempo o corpo foi entendendo que o sugar dela sempre estaria ali e n√£o precisaria estocar o alimento. Em 3 anos essa foi a primeira vez que o peito n√£o foi dado. Sim, ela acabou de completar 3 anos e ainda mama. Abstra√≠ qualquer tipo de julgamento e seguimos no prazer que ainda existe entre eu e ela nesse ritual. O amamentar que gastava horas de fazer o sof√° se abaular, agora exige um per√≠odo cada vez menor. Ela mama praticamente um pouco antes de dormir e ao acordar, ou quando h√° alguma forma de choro, tens√£o, alerta, desconhecimento. Muitas vezes √© tamb√©m o poder magn√©tico do calor, a necessidade de cheiro, escuta da vibra√ß√£o do corpo, pertencimento e sabor. Com o tempo e a nossa maturidade, esse lugar vai sendo ressignificado por outras express√Ķes de aten√ß√£o e carinho. "Iara, ainda tem leite, filha?‚ÄĚ. Ela me olha, larga a boca do bico do peito e fala fazendo o gesto de pequenininho com os dedos: ‚ÄúS√≥ um pouquinho, mam√£e‚ÄĚ. E, assim, a conforto novamente em meus bra√ßos, sabendo que o peito n√£o √© apenas alimento. Nesses dois dias, os bra√ßos e peitos tomaram outro rumo. O prazer foi redescoberto em estar sozinha. A ansiedade desse momento foi org√°stica. A presen√ßa, o lugar, o direito de ir e vir ocupados e referenciados exclusivamente por mim entram num dos momentos mais felizes nesses 3 anos de maternidade. O peito estava sim repleto de leite e amor, os dedos estavam ali a postos rolando as fotos dela no celular, e a saudade foi preenchida pela mulher que eu fui e uma outra que pretendo me apaixonar. Nos 3 anos de nascimento da Iara, comemoro tamb√©m a minha vida. Reverencio as mulheres que somos, a mat√©ria carnal e c√≥smica uma da outra; o descortinar de qualquer tipo de romantiza√ß√£o da maternidade e do cotidiano massacrante e machista a que todas as m√£es e suas crias s√£o submetidas. Honro principalmente o nosso poder de entrela√ßarmos nossas narrativas, servindo de esteio uma da outra, mas tamb√©m de termos a capacidade de constru√≠mos cada uma a sua hist√≥ria.

Escrita - apresentação, processo criativo, coletivos, Tempo, desafios, mulheres escritoras. Composição de territórios sempre onde houver afeto. Sigo em investigação!

Retornei oficialmente ao Minist√©rio da Educa√ß√£o. Foram seis anos fora. Seis anos vindos de quase dez dentro do servi√ßo p√ļblico. Passei pelas secretarias de diversidade, de educa√ß√£o a distancia e educa√ß√£o b√°sica. Minha √ļltima lota√ß√£o foi na TV Escola, coordenando equipes de professores do Brasil inteiro para a cria√ß√£o de conte√ļdos pedag√≥gicos. No in√≠cio dessa jornada fora do MEC, fui cedida ao Museu Lasar Segall em S√£o Paulo, onde fiz parte da a√ß√£o educativa do museu. Ajudei tamb√©m a criar a Casa de Lua, um coletivo de mulheres, que transformou totalmente a minha vis√£o sobre feminismo, feminino, e me fez perceber com mais clareza meus ciclos e ritmos. Ap√≥s um ano, interrompi a cess√£o, tirei licen√ßa n√£o remunerada e foi a√≠ que a vida tomou outro rumo. Moramos por um ano nos EUA. Atravessamos o continente. California, Nevada, Utah, Arizona, Colorado, Wyoming, Virginia, Washington D.C., Pennsylvania, Nova York foram alguns dos lugares por que passamos. A viagem interna tamb√©m foi uma travessia. Tive o privil√©gio de ter tempo e espa√ßo para cultivar meu corpo e desejos para uma futura gravidez. Gestei tamb√©m muitos projetos. Criei uma plataforma de mapeamento de coletivos de mulheres, o MAMU; e de volta ao Brasil, em Campinas, empreendi a Mamangava - polinizadora de projetos de mulheres; fiz c√≠rculos de mulheres sobre temas diversos, contribui para a conex√£o e a visibilidade de seus trabalhos. Me descobri curiosa pela cartografia afetiva e adiei a ideia de um mestrado quando soube que estava gr√°vida. Pari e me coloquei por tr√™s anos completamente dedicada a minha filha. Ainda topamos, eu e ela com poucos meses de vida, uma temporada com meu grupo de teatro. Foi um semestre inteiro apresentando e morando em diversas cidades. No encontro di√°rio com minha sombra, enxerguei muitas certezas ca√≠rem por terra e tantas outras ganharem for√ßa de (re)exist√™ncia. A escrita √© uma delas. Com todos meus medos, aprisionamentos, paix√Ķes, e esperan√ßas adiei de ano em ano esse retorno. N√£o consigo pensar num momento pior para estar de volta. Por√©m, tenho me concentrado no nosso poder de realiza√ß√£o e transforma√ß√£o (continua no coment√°rio)...

Resgatando um texto de 1 ano atr√°s. Ele continua atual. Iara est√° agora com 3 anos e 3 meses. Ela ainda mama. M√£e e filha passam bem. ‚̧ԳŹ‚̧ԳŹ. . . ‚ÄúIara completa hoje 2 anos e 4 meses e ainda mama. Teve um dia que ela beijou seguidamente cada mama e me disse (com entona√ß√£o e tudo): "Mam√£e, mamar √© t√£√£√£√£o gostoso!!!" Ela est√° progressivamente (na verdade, √© uma espiral) diminuindo o ritmo da mamada, pois o mundo que se abre √© t√£o maravilhoso quanto o peito (hehe). Quando ela est√° sob o cuidado de outras pessoas, ela nem lembra que precisa mamar... come, dorme, brinca sem precisar ser guiada pelas tetas leitosas. S√≥ agora percebo que ela por si pr√≥pria tem conduzido o desmame e eu tenho observado e incentivado alguns estados de prontid√£o e independ√™ncia dela. Inclusive, tenho reconhecido a minha pr√≥pria depend√™ncia e visitado formas de me relacionar com ela que n√£o seja s√≥ e t√£o diretamente pelo peito. E quando ela me pergunta: "Mam√£e, pode mam√°?" e eu respondo: "Sim!" √© porque considero tudo o que est√° no link abaixo; porque dar o peito n√£o √© apenas saciar a fome ou a sede; e porque acima de tudo amamentar faz parte da rela√ß√£o que n√≥s duas conquistamos, escolhemos e ainda queremos. Ao contr√°rio da realidade de muitas mulheres, eu tive o privil√©gio de ter tempo e apoio para amamentar em livre demanda. Por√©m, foi e √© diariamente um ato de resist√™ncia √† dor, aos julgamentos, √†s compara√ß√Ķes, √† todo um sistema social e de trabalho que n√£o d√° condi√ß√Ķes pr√°ticas para que mulheres e crian√ßas desfrutem do poder desse encontro. Ela n√£o est√° grande demais para mamar, n√£o vai ficar insegura, mimada e coisa e tal por conta do peito. E se vc tem d√ļvidas e curiosidade sobre isso, ou simplesmente fecha a cara e faz bico para m√£es que amamentam linda e prolongadamente por a√≠, pe√ßo que abra e leia o link. "Sim, filha! Mam√° √© gostoso demais!" http://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/2017/04/19636c-GP-AleitMat-x-Desmame.pdf Mais nos coment√°rios! #diamundialdaamamenta√ß√£o #smam ūüď∑ @suelenecouto